LIMIARES: 16ª Bienal de Curitiba

LIMIARES: Bienal Internacional de Curitiba anuncia curadoras, conceito e título de sua 16ª edição
A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba anuncia o título, o conceito curatorial e a identidade visual de sua 16ª edição, que acontecerá a partir de 14 de junho de 2026 em diversos locais da cidade e do estado do Paraná, dentre eles o Museu Oscar Niemeyer, o maior museu de arte da América Latina.
Vivemos um momento de transformação, em que as fronteiras entre o humano e suas tecnologias, o natural e o artificial, tornam-se cada vez mais fluidas. Diante desse cenário, a edição deste ano apresenta o título LIMIARES, propondo um espaço de passagem e reflexão sobre as mudanças que atravessam o presente e apontam para novos modos de existir e de criar. A edição será conduzida pelas curadoras Adriana Almada e Tereza de Arruda, bem como por uma equipe multicultural de curadores convidados.
O conceito curatorial entende este momento limiar em que vivemos também como um espaço fértil no qual a arte atua como mediadora entre mundos. Habitar essa fronteira e criar a partir da incerteza orientam uma proposta que se assume como um espaço de troca entre diferentes áreas do conhecimento e culturas. Para as curadoras Adriana Almada e Tereza de Arruda, “mais do que um conceito, LIMIARES é uma atitude curatorial: habitar a fronteira, permanecer no entre, criar a partir da incerteza, gerando novos caminhos”.
A 16ª Bienal Internacional de Curitiba promove o diálogo entre artistas, pesquisadores, cientistas e estudantes, convidando o público a refletir sobre como estar presente em um mundo em fluxo acelerado e a imaginar novas formas de coexistência. Acesse o statement curatorial aqui.
Marcando o aguardado retorno ao formato presencial após a edição totalmente online de 2021, a 16ª Bienal Internacional de Curitiba apresentará exposições de grandes artistas de diferentes origens e que atuam em múltiplos suportes, do material ao virtual. É um retorno necessário ao circuito mundial da arte, que reforça o posicionamento da América Latina como uma potência cultural. Na sua última edição presencial, em 2019, a Bienal Internacional de Curitiba atraiu mais de um milhão de visitantes.
LOCAIS – A programação em Curitiba ocupará instituições como o Museu Oscar Niemeyer, Museu Paranaense, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Museu da Imagem e do Som do Paraná, Museu Alfredo Andersen, Museu da Fotografia, Museu da Gravura – Memorial de Curitiba e o Museu Municipal de Arte.
O evento reforça seu compromisso com a descentralização ao ampliar sua presença para além dos espaços tradicionais da capital, alcançando outras 33 cidades do Paraná. Para potencializar o acesso, a Bienal promoverá ativações em 22 terminais de ônibus, 300 paradas de ônibus urbanos e em mais de 1.000 ônibus.
Além das ações realizadas em Curitiba e no Paraná, a Bienal amplia sua presença por meio de ativações e articulações institucionais em outras cidades como Buenos Aires (Argentina), Rosário (Argentina), Assunção (Paraguai), Santiago (Chile), Bogotá (Colômbia), Cidade do México (México), Monterrey (México), Tijuana (México), Los Angeles (Estados Unidos), Long Beach (Estados Unidos), Nuuk (Groenlândia), Barcelona (Espanha), Roma (Itália), Berlim (Alemanha) Hangzhou (China) e Macau (China), articulando o caráter internacional da Bienal como um eixo primordial, que amplia os intercâmbios institucionais e consolida sua inserção no cenário globalizado da arte contemporânea.
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO – A 16ª Bienal Internacional de Curitiba aprofunda, nesta edição, sua relação com a tecnologia e a inovação ao compreender os meios digitais e eletrônicos como parte constitutiva das práticas artísticas contemporâneas. A Bienal vai reunir artistas e curadores que operam a tecnologia de diferentes modos, seja como linguagem, ferramenta ou campo crítico, explorando desde processos algorítmicos e sistemas interativos até reflexões sobre inteligência artificial, mediação tecnológica e os impactos dessas transformações nas artes.
Nesse contexto, a programação vai incorporar obras em realidade aumentada como um dos eixos de destaque da edição, expandindo a experiência expositiva para além dos espaços físicos dos museus e centros culturais e ativando novas camadas de leitura no espaço urbano e institucional. Essas investigações se desenvolvem em diálogo com pesquisadores, cientistas de diferentes áreas do conhecimento e estudantes, fortalecendo uma dinâmica de cooperação transdisciplinar que articula arte, ciência e inovação, e posiciona a Bienal como um ambiente de pesquisa, experimentação e pensamento crítico sobre os futuros possíveis da cultura contemporânea.
DESCENTRALIZAÇÃO E ACESSO – Ao fortalecer Curitiba como polo estratégico da arte contemporânea, a Bienal integra um movimento mais amplo de valorização da multiculturalidade, da pluralidade de vozes e da circulação ampliada de públicos. A edição de 2026 abre em 14 de junho e vai até 15 de novembro, perpassando os períodos de férias escolares e os meses de maior movimentação de públicos em instituições culturais.
A 16ª edição marca o retorno da Bienal ao formato presencial em um momento de fortalecimento das instituições culturais no Paraná, evidenciado por iniciativas estruturantes como o anúncio do Centre Pompidou Paraná, previsto para 2028, em Foz do Iguaçu, primeiro satélite do museu francês nas Américas, e pelo processo de modernização e expansão do Museu de Arte Contemporânea do Paraná. Somam-se a esse cenário museus estaduais como o Museu Oscar Niemeyer e o Museu Paranaense, que ampliam sua atuação por meio de ações e de espaços físicos distribuídos pelo interior e pelo litoral do estado.
Inserida nesse contexto, a 16ª Bienal de Curitiba não se limita a um único espaço expositivo, propondo um programa que articula exposições e ativações dentro e fora dos museus, ocupando diferentes territórios urbanos e alcançando todas as regiões da cidade. Ao expandir sua presença para além das instituições tradicionais, a Bienal consolida Curitiba e o Paraná como um espaço vivo de encontro entre arte contemporânea, cidade e público, fortalecendo seu papel como plataforma cultural de alcance nacional e internacional.
CURADORAS
Adriana Almada é crítica de arte, curadora, escritora e editora argentina, radicada no Paraguai, com atuação consolidada no campo da arte contemporânea latino-americana e internacional. É diretora artística da Colección Mendonca de Arte Contemporáneo, Assunção, Paraguai, e foi curadora geral do Pinta Asunción, plataforma internacional dedicada à arte contemporânea da América Latina. Foi presidente da AICA Paraguay e vice-presidente da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), além de integrar comissões curatoriais e júris internacionais. Atua como curadora em exposições, bienais e projetos editoriais, com extensa produção crítica publicada em catálogos e revistas especializadas. Em 2024, recebeu a Ordem das Artes e Letras do Governo da França, em reconhecimento à sua contribuição para a cultura e as artes. É membro da Academia Nacional de Bellas Artes de Argentina. Acesse a Bio Completa aqui.
Tereza de Arruda é historiadora da arte e curadora, nascida em São Paulo e residente entre São Paulo – Brasil, e Berlim – Alemanha, desde 1989. É mestre em História da Arte pela Freie Universität Berlin. Atua no contexto internacional da arte contemporânea há mais de trinta anos, com curadorias realizadas na Europa, na América do Sul, nos Estados Unidos e na Ásia. Desde 2015, é curadora adjunta da Kunsthalle Rostock, na Alemanha. Foi curadora de exposições monográficas de artistas como Ilya e Emilia Kabakov, Chiharu Shiota, Sigmar Polke, Yang Shaobin e Wang Chengyun, bem como de exposições coletivas voltadas a contextos socioculturais relevantes. Entre as mostras coletivas destaca-se Brasilidade Pós Modernismo e Índia Lado a Lado no circuito CCBB, Senão Neste Tempo: Pintura Contemporânea Alemã 1989-2010 no MASP. É cocuradora da Jingdezhen International Ceramic Art Biennial e colaboradora da Bienal de Havana desde 1997. Desde 2009, atua como cocuradora da Bienal Internacional de Curitiba. Também é curadora da Brandenburg Artist Residency, no Mürow Castle. Sua trajetória inclui participação em júris e comissões internacionais, além de ampla produção crítica publicada em catálogos e em plataformas especializadas. Acesse a Bio Completa aqui.
IDENTIDADE VISUAL – A identidade visual da 16ª Bienal Internacional de Curitiba, assinada pelo designer gráfico Cláudio Gonçalves, parte do conceito LIMIARES como um lugar em constante transformação. Tipograficamente, o título se constrói a partir de uma variação extrema de peso, indo do ultranegrito ao ultrafino, criando zonas de densidade que nunca são fixas.
Esse deslocamento entre pesos traduz visualmente os limiares contemporâneos que atravessam nosso tempo: espaços instáveis, onde fronteiras se movem e se reconfiguram continuamente, entre o humano e o tecnológico, o material e o digital. As áreas em negrito podem “migrar” ao longo do texto, criando ritmos visuais que refletem a ideia de passagem, transição e indeterminação. Assim como o conceito curatorial, a tipografia se estabelece nesse espaço intermediário, sempre em estado de variação. Acesse a ID Visual aqui.
CURITIBA ART WEEK – Durante a semana de abertura da 16ª Bienal Internacional de Curitiba, o evento também promove a Curitiba Art Week, articulando um circuito especial de galerias, espaços independentes e iniciativas privadas dedicadas à arte contemporânea. Integrada à programação oficial, a ação amplia a experiência do público e dos profissionais do setor por meio de aberturas simultâneas, visitas guiadas e encontros com artistas e curadores, além de fortalecer o diálogo entre instituições, mercado e produção artística local e nacional.
EDITAL PARA ARTISTAS ESTUDANTES – Com inscrições abertas, o CUBIC – Circuito Universitário da Bienal Internacional de Curitiba – chega à sua 5ª edição como parte das ações de descentralização e ampliação de acesso da 16ª Bienal. O programa promove formação de extensão universitária e produção de exposições no contexto da Bienal, e é voltado a estudantes de graduação e pós-graduação, de todas as áreas do conhecimento, interessados em desenvolver propostas em diálogo com a Bienal. A participação é gratuita e as inscrições seguem abertas até 21 de março de 2026, mediante o envio da documentação prevista no edital para o e-mail coordenacao.cubic@bienaldecuritiba.org.
PROJETO APROVADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA – GOVERNO DO PARANÁ, COM RECURSOS DA POLÍTICA NACIONAL ALDIR BLANC DE FOMENTO À CULTURA, MINISTÉRIO DA CULTURA – GOVERNO FEDERAL.
SERVIÇO
LIMIARES: 16ª Bienal Internacional de Curitiba 2026
Exposições: 14 de junho a 15 de novembro de 2026
Locais: Museu Oscar Niemeyer, Museu Paranaense, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Museu da Imagem e do Som, Museu Alfredo Andersen, Museu da Fotografia, Museu da Gravura/Memorial de Curitiba, Museu Municipal de Arte, terminais de ônibus e outros espaços de Curitiba.
Instagram: @bienaldecuritiba











